Michel Guerrero ministra oficina teatral para novos talentos em Manaus
redacao news 19 de abril de 2022 0 COMMENTS
As aulas acontecerão no Liceu de Artes Cláudio Santoro, Sambódromo, de 25 a 29 de abril, pela parte da manhã
MANAUS – Com acesso gratuito, o jornalista, ator, diretor e professor Michel Guerrero ministra a ‘Oficina Teatro e Comunidade – Novos Talentos para a Cena’, de 25 a 29 de abril, no Liceu de Artes e Ofício Cláudio Santoro, Endereço, dentro do Sambódromo, na Avenida Pedro Teixeira, 2565, bairro Dom Pedro. A iniciativa é da Associação Cultural Apareceu a Margarida (Acam) com apoio cultural do Governo do Amazonas, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SEC). Inscrições podem ser feitas somente nos dias 18 e 19 de abril, por meio do instagram (liceudoam), com o link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf5EF9S8OkJL9B6wtGFritUUDULM0RkhhXU9ID6cgSXufqAEw/viewform .
Durante os cinco dias de oficina, Michel Guerrero despertará a arte teatral nos participantes acima de 12 anos, com 30 vagas disponíveis, a começar com jogos dramáticos a partir dos estudos de Viola Spolin, Olga Reverbel, Monah Delacy e Augusto Boal. No segundo dia, o foco será o método Stanislavski de interpretação, com uma série de práticas que ajudam o ator a extrair o máximo de realismo na interpretação do personagem, de forma autônoma, traçando seu próprio caminho de desenvolvimento. Já no terceiro dia, os alunos poderão experimentar a improvisação com o Teatro-Imagem e Teatro-Jornal, de Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido.
No penúltimo dia, a oficina destacará os aspectos da Commedia dell’arte, com enfoque no canovaccio , espécie de roteiro de uma peça feita na Idade Média, que continha, em linhas gerais, o tema, a descrição das situações e as personagens intervenientes. A partir desses elementos, desenvolvia-se a improvisação dos atores. Os “canovacci” eram criados por trupes, companhias itinerantes que se deslocavam em carroças para se apresentar em feiras e praças. A oficina encerra com leitura dramatizada de uma obra do escritor amazonense Márcio Souza, para estimular nos alunos a prática do estudo do teatro local. O renomado dramaturgo foi convidado para acompanhar esse resultado.
“Serão cinco dias de experimentações teatrais para aqueles que já fazem arte, e, também para jovens e famílias que desejam encontrar no teatro, um espaço próprio para suas manifestações e inquietações”, explica Michel Guerrero. A metodologia a ser aplicada consiste em módulo mais prático, com experimentações, improvisações e estudos e criações de textos em sala de aula. Além disso, o professor observará os participantes para possível adesão em projetos futuros de sua empresa cultural.
MICHEL GUERRERO
Michel Guerrero é ator de teatro há 31 anos, logo depois passando a produzir e dirigir espetáculos, shows e filmes. Nas mais de 50 peças em que participou, esteve ao lado de companhias do Amazonas, como Metamorfose, Origem, Grito, até criar a Cia. de Teatro Apareceu a Margarida, em 1998, com mais de 20 espetáculos, em que alguns viajaram o Brasil, como Rio de janeiro, Amapá e Acre. Dentre os sucessos estão ‘A herança maldita de Mercedita de La Cruz’ (2006) e ‘Flicts – O musical’ (2010). Como ator recebeu dois importantes prêmios de atuação. Em 1996, pelo papel de Malévola em ‘A bela adormecida’, na XIII Zonarte, do Sesc e, em 2011, no Festival de Teatro da Amazônia, fazendo o papel-título em ‘Dorothy Garlandy’, texto de Sérgio Cardoso e direção de Chico Cardoso, repetindo a parceria de ‘Mercedita’. Desde 2004, Michel interpreta a personagem cômica Lady Parker, aninando palcos e eventos em todo o Amazonas.
O artista também foi tesoureiro e presidente da Federação de Teatro do Amazonas em três mandatos, 2003 a 2005 – 2005 a 2007 – 2014 a 2016), além de conselheiro estadual de cultura do Amazonas (2009) e de Manaus (2015 a 2017), ambos na cadeira de teatro. Ainda foi gestor cultural, no comando da gerência de Artes Cênicas da Manauscult, de 2009 a 2012. Seu último trabalho foi em 2019 com a peça ‘Ambrozhya e o Phantasma da Arte’, de Sérgio Cardoso e direção de Douglas Rodrigues. Atualmente, ensaia a peça ‘A maravilhosa história do Sapo Tarô Bequê’, de Márcio Souza, com direção de Douglas Rodrigues, pela Associação Cultural Arte e Fato (AACA), com estreia prevista para o primeiro semestre do ano.
O professor de teatro também é jornalista, formado em 2013, pela Uninorte, passando por veículos de comunicação como jornal Correio Amazonense (2005 – 2006), Site Perfil Manaus (2008 – 2010), Portal Amazônia (2013) e Portal e TV CM7 Brasil (2022). Em 2021, colou grau pela Universidade de Estado do Amazonas (UEA), por meio da Escola de Artes e Turismo (Esat) no curso de Licenciatura em Teatro. Como instrutor de teatro, ministrou cursos livres como ‘Oficina de Talentos’ no Teatro da Instalação (2002) e no Centro de Artes Hanemman Bacelar (2004), foi professor do projeto ‘Jovem Cidadão’ (2007), comandou laboratórios cênicos com dezenas de jovens, de 2009 a 2012, no Sesc e Teatro Gebes Medeiros. Em 2012, comandou a oficina ‘O ator e a Cena’, no Espaço Cultural Arte e Fato e, de 2011 a 2013, realizou cursos de teatro para o Casarão de Ideias. Em 2014, esteve à frente de workshop para alunos da Esat-UEA, por meio do Concultura.
Na área do cinema, participou como ator de projetos como ‘Básico Instinto’, de Beckinha, em 2001, ‘A Selva’ (2001), ‘Marie de La Guerre’, de Sérgio Cardoso (2021). Em 2020, dirigiu seu primeiro filme ‘Cine Carmen Miranda’, disponível no YouTube. Fez a direção artística do filme ‘Palavras Cruzadas’, de Lívia Prado, também em 2021. Como dramaturgo, escreveu no início dos anos 2000 ‘A Vingança de Malévola’, ‘Super Hemo versus Hemo Exterminador’ e ‘Sonhos nos passos de um menino’ (2011). Em 2022, escreveu sua nova peça ‘Hoje acordei Bette Davis’, pesquisa aprovada no Edital Conexões Culturais da Manauscult e Lei Aldir Blanc (2020).
RELATED ARTICLES





