Plano para matar Marielle teve truque em geolocalização, consulta ao Serasa e carro guinchado, diz PF
Redação Figueiredo News 26 de março de 2024 0 COMMENTS
Investigação mostra também que carro que seria usado no crime foi guinchado, o que obrigou os suspeitos a conseguir outro veículo
As investigações da Polícia Federal sobre a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes mostram que programas de consulta a dados cadastrais no Serasa foram usados para obter informações sobre a vereadora. Consta também que o carro que seria usado no crime foi guinchado e levado a um depósito, o que obrigou os suspeitos a conseguir outro veículo.
O relatório final da corporação tem 479 páginas e aponta que o crime foi motivado pela atuação de Marielle contrária a novos loteamentos situados em áreas de milícia.
Dados cadastrais no Serasa
Segundo o documento, Ronnie Lessa fez levantamentos sobre Marielle em 12 de março de 2018, dois dias antes do crime, em um programa que permite a consulta a dados cadastrais do Serasa Experian.
“[O] serviço [é] concebido para auxiliar comerciantes e financeiras na validação de dados de clientes, mas que, inevitavelmente, é usado por criminosos para levantar dados pessoais de vítimas no planejamento de ações criminosas”, explica o relatório.
“As contas por meio das quais foram realizadas as pesquisas foram vinculadas a Ronnie Lessa na percuciente análise das anotações colhidas em sua residência, na ocasião da deflagração da Operação Lume, pelo fato de sua conta de e-mail estar atrelada à conta de usuário que realizou a pesquisa, assim como deste ter realizado os pagamentos para a manutenção da conta por meio de seus cartões de crédito”, diz a corporação.
Fonte: R7.COM
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