Conflito entre Azerbaijão e Armênia terá mediação da Rússia e de outros países do ocidente
Redação Figueiredo News 28 de setembro de 2023 0 COMMENTS
O confronto entre o Azerbaijão e a Armênia em Nagorno-Karabakh, na região do Cáucaso, no último dia 19, durou apenas um dia, mas é reflexo de uma disputa que dura décadas e envolve, inclusive, países como a Rússia e a Turquia.
O Azerbaijão justificou sua ofensiva como uma resposta à morte de quatro policiais e dois civis em uma explosão de minas onde um túnel era construído.
O enclave é uma das regiões mais minadas da antiga União Soviética. Os serviços de segurança azerbaijano, porém, acreditam que foi um grupo de “sabotadores” separatistas armênios que plantou os artefatos explosivos, em um ato de “terrorismo”.
Nesse contexto, a guerra teria uma motivação antiterrorista, mas a tensão estava crescendo havia meses, e a relação entre os dois países era cada vez mais delicada. A expectativa agora é em relação ao possível acordo de paz, que pode ter Moscou como um dos mediadores.
Atualmente, Nagorno-Karabakh é reconhecida pela comunidade internacional como parte integrante do Azerbaijão. A Armênia, país de maioria cristã, e o Azerbaijão, de maioria muçulmana, travaram duas guerras pela região desde o colapso da União Soviética, em 1991.
O Azerbaijão afirmou que o objetivo da guerra era “a reintegração pacífica dos armênios de Karabakh” e uma “normalização” das relações com o país vizinho.
A Presidência do Azerbaijão impôs como condição para uma negociação de paz a retirada “total e incondicional” de seu rival armênio do enclave montanhoso no Cáucaso. Em menos de 24 horas, a vitória havia sido conquistada.
Segundo as autoridades separatistas, várias cidades, incluindo a capital regional, Stepanakert, foram alvo de “disparos intensos” contra a infraestrutura civil.
Antes mesmo dessa exigência, as autoridades regionais de Nagorno-Karabakh já haviam pedido um cessar-fogo imediato e exigiam negociações.
Última guerra
O último confronto entre os dois países pela região foi em 27 de setembro de 2020, quando o Azerbaijão lançou uma operação militar contra os separatistas armênios.
Em seis semanas, mais de 6.500 pessoas morreram, e a Armênia foi derrotada e obrigada a ceder importantes territórios.
A Rússia, que patrocinou um cessar-fogo na época, mobilizou um Exército de manutenção da paz, mas os poucos milhares de soldados russos destacados não conseguiram evitar a multiplicação dos confrontos na região separatista.
Fonte R7
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